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Decisão estratégica para expandir a marca Sexta-Feira, 11 Julho 2008

O investimento inicial para expandir a marca pelo Brasil gira em torno dos R$ 5 milhões, o que inclui a abertura de em torno dez lojas (a metade franquia) e dobrar o número de pontos-de-venda multimarcas.  Além de garantir o crescimento do negócio, tem como objetivo atrair um sócio-investidor.

Foi o que a estilista Eliza Conde  traçou como plano de expansão de sua marca, que tem muito vestido drapeado, tecido fluído e cores luminosas em sua coleção, inspirada nas tranças. Cansada de fazer tudo sozinha, resolveu procurar alguém para cuidar da gestão financeira.

por Ariana Dêgelo

 

“A moda brasileira brilha, mas não vende” Sexta-Feira, 4 Julho 2008

Foi o que afirmou Gloria Kalil, consultora e empresária de moda, para a revista Época. A receita tímida das marcas brasileiras não chamam a atenção de empréstimos de longo prazo.

De acordo com Eduardo Tomiya, da BrandAnalytics, “as empresas brasileiras de moda têm 90% do seu valor atrelado à marca, não a vendas”.

Um estudo da consultoria McKinsey definiu o mercado brasileiro como atento a tendências e dotado de crescente poder de compra. Mas sem capital para crescer, não adianta: as grifes não conseguem aproveitar a oportunidade.

E é exatamente aí que o mercado financeiro surge como alternativa: os estilistas então precisam apenas se preocupar com o estilo. Cabe aos executivos cuidar da contabilidade, atrair recursos e adotar estratégias.

Com esse crescente assédio dos investidores, as marcas estão se valorizando ainda mais.

Os últimos meses foram marcados por aquisições de marcas famosas por empresas do mercado financeiro, como a Ellus,2nd Floor e Isabela Capeto pela Pactual Capital Partners (grupo Inbrands), Arezzo pela Tarpon Investimentos (Pedro Faria), Fause Haten, Cúmplice, Herchcovitch-Alexandre, Herchcovitch-Jeans, Clube Chocolate, Zoomp, Zapping pela HLDC Investimentos (Identidade Moda de Enzo Mozani e Conrado Will) e Le LIs Blanc pela Artesia Gestão de Recursos (Marcelo Faria Lima e Marcio Camargo).

por Ariana Dêgelo

 

Economia do luxo brasileira Segunda-feira, 23 Junho 2008

Uma reportagem da revista Época diz que a economia de luxo no Brasil está em alta, reproduzindo o que aconteceu com as marcas Gucci, Louis Vuitton e Armani nos anos 80, que foram “engolidas” pelo grupo LVMH, dono de mais de 50 marcas de luxo, entre elas Dior e Fendi, de Bernard Arnault.

Rival da LVMH, o grupo PPR, dirigido por François-Henri Pinault cuida das marcas Gucci e Balenciaga.

Mas por que banqueiros brasileiros querem entrar nesse mercado que mal conhecem? Principalmente por três motivos: economia frágil no setor, abundância de capital no mercado financeiro e percepção de elevado ganho, pela boa gestão das marcas e pela abertura de capital na Bolsa de Valores (IPOs).

Ao analisar a indústria de moda, o mercado financeiro percebeu um setor com margens boas: um quilo de algodão é exportado por  US$2,80. Transformando em bíquini o mesmo quilo sai por US$ 80. Se o modelo for da marca Rosa Chá (da Marisol), que pesa pouco mais de 100g, chega a ser vendido por US$250.

Em 2006 a Zoomp foi comprada por Conrado Will e Enzo Monzani pelo valor da dívida, e dando início ao grupo de marcas I’M (Identidade Moda), que comprou a Cúmplice, marcas de Fause  Haten e Alexandre Herchcovitch, além de assumir a gestão da Clube Chocolate, controlada pelo grupo português Riopele.

por Ariana Dêgelo

 

Investidores compram marcas famosas Domingo, 22 Junho 2008

Arquivado em: investimento — Ariana Degelo @ 23:01
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Segundo reportagem da Revista Época, os investidores profissionais descobriram que marcas famosas são um bom negócio e passaram a comprá-las.

Divulgada em dezembro, a criação da Inbrands foi o início do que parece ser a grande consolidação da moda brasileira. Formada pelo UBS Pactual, Nelson Alvarenga (fundador e sócio da Ellus) e Américo Bréia (seu sócio), essa holding teve como objetivo unir o capital e e técnicas de gestão do banco com os 35 anos do empresário no ramo da moda. No fim de janeiro confirmaram a venda da grife Isabela Capeto.

Já foram anunciadas a criação de uma outra holding, a I’M (Identidade Moda) e a realização de uma série de outros negócios envolvendo marcas como Osklen (de Oskar Metsavaht, que recebeu oferta de Armínio Fraga), Arezzo (de Anderson Birman), Le Lis Blanc etc.

O grupo paulista Valdac, dono da Crawford e da Siberian, contratou até um consultor para avaliar melhor as propostas. :)

por Ariana Dêgelo