Foi o que afirmou Gloria Kalil, consultora e empresária de moda, para a revista Época. A receita tímida das marcas brasileiras não chamam a atenção de empréstimos de longo prazo.
De acordo com Eduardo Tomiya, da BrandAnalytics, “as empresas brasileiras de moda têm 90% do seu valor atrelado à marca, não a vendas”.
Um estudo da consultoria McKinsey definiu o mercado brasileiro como atento a tendências e dotado de crescente poder de compra. Mas sem capital para crescer, não adianta: as grifes não conseguem aproveitar a oportunidade.
E é exatamente aí que o mercado financeiro surge como alternativa: os estilistas então precisam apenas se preocupar com o estilo. Cabe aos executivos cuidar da contabilidade, atrair recursos e adotar estratégias.
Com esse crescente assédio dos investidores, as marcas estão se valorizando ainda mais.
Os últimos meses foram marcados por aquisições de marcas famosas por empresas do mercado financeiro, como a Ellus,2nd Floor e Isabela Capeto pela Pactual Capital Partners (grupo Inbrands), Arezzo pela Tarpon Investimentos (Pedro Faria), Fause Haten, Cúmplice, Herchcovitch-Alexandre, Herchcovitch-Jeans, Clube Chocolate, Zoomp, Zapping pela HLDC Investimentos (Identidade Moda de Enzo Mozani e Conrado Will) e Le LIs Blanc pela Artesia Gestão de Recursos (Marcelo Faria Lima e Marcio Camargo).
por Ariana Dêgelo