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“A moda brasileira brilha, mas não vende” Sexta-Feira, 4 Julho 2008

Foi o que afirmou Gloria Kalil, consultora e empresária de moda, para a revista Época. A receita tímida das marcas brasileiras não chamam a atenção de empréstimos de longo prazo.

De acordo com Eduardo Tomiya, da BrandAnalytics, “as empresas brasileiras de moda têm 90% do seu valor atrelado à marca, não a vendas”.

Um estudo da consultoria McKinsey definiu o mercado brasileiro como atento a tendências e dotado de crescente poder de compra. Mas sem capital para crescer, não adianta: as grifes não conseguem aproveitar a oportunidade.

E é exatamente aí que o mercado financeiro surge como alternativa: os estilistas então precisam apenas se preocupar com o estilo. Cabe aos executivos cuidar da contabilidade, atrair recursos e adotar estratégias.

Com esse crescente assédio dos investidores, as marcas estão se valorizando ainda mais.

Os últimos meses foram marcados por aquisições de marcas famosas por empresas do mercado financeiro, como a Ellus,2nd Floor e Isabela Capeto pela Pactual Capital Partners (grupo Inbrands), Arezzo pela Tarpon Investimentos (Pedro Faria), Fause Haten, Cúmplice, Herchcovitch-Alexandre, Herchcovitch-Jeans, Clube Chocolate, Zoomp, Zapping pela HLDC Investimentos (Identidade Moda de Enzo Mozani e Conrado Will) e Le LIs Blanc pela Artesia Gestão de Recursos (Marcelo Faria Lima e Marcio Camargo).

por Ariana Dêgelo

 

Mais tendências sobre o verão, segundo a SP Fashion Week Quarta-feira, 2 Julho 2008

Nesta semana a revista Época publicou a tendência ditada pelas revistas de moda estrangeiras (principalmente as inglesas e americanas) e a SP Fashion Week.

O branco será a cor do verão, tanto para o dia quanto para a noite (ver desfile da Ellus, Fause Haten e Gloria Coelho). Vale até as sandálias brancas (antes abomináveis).

Babados, listras e floridos continuam presentes, mas o quente da estação é o tie-dye, que nos remete aos anos 70, ao desbotado hippie, ganhando versão chique em tecidos mais nobres (presente nos desfiles da Cia. Marítima, Colcci – na pele da modelo Gisele Bündchen - e Osklen). Da festa à praia.

“Saias e vestidos, longos e curtos, em tecidos leves ou estruturados, são a promessa de um verão mais feminino”, deixando de lado um pouco os shorts bastante explorados no inverno.

A cintura alta dessa vez vem com força nas calças, saias e bermudas. Além de afinar a silhueta, marca a cintura, deixando o visual mais feminino. Ponto fraco: pneuzinhos podem ficar mais salientes (ver desfiles da Colcci e Cori).

Depois de muita skinny e cintura baixa, as pantalonas começam a ganhar espaço (Cori e Isabela Capeto).

E por fim, os maiôs, para se proteger mais do sol ou simplesmente passear no final de tarde.

Sai as maxibolsas para entrar com tudo as it bags, ou bolsas miúdas, bem no estilo Sex and the City. Serão o acessório da estação (veja nos desfiles da Forum e Osklen).

por Ariana Dêgelo

 

 

 

Economia do luxo brasileira Segunda-feira, 23 Junho 2008

Uma reportagem da revista Época diz que a economia de luxo no Brasil está em alta, reproduzindo o que aconteceu com as marcas Gucci, Louis Vuitton e Armani nos anos 80, que foram “engolidas” pelo grupo LVMH, dono de mais de 50 marcas de luxo, entre elas Dior e Fendi, de Bernard Arnault.

Rival da LVMH, o grupo PPR, dirigido por François-Henri Pinault cuida das marcas Gucci e Balenciaga.

Mas por que banqueiros brasileiros querem entrar nesse mercado que mal conhecem? Principalmente por três motivos: economia frágil no setor, abundância de capital no mercado financeiro e percepção de elevado ganho, pela boa gestão das marcas e pela abertura de capital na Bolsa de Valores (IPOs).

Ao analisar a indústria de moda, o mercado financeiro percebeu um setor com margens boas: um quilo de algodão é exportado por  US$2,80. Transformando em bíquini o mesmo quilo sai por US$ 80. Se o modelo for da marca Rosa Chá (da Marisol), que pesa pouco mais de 100g, chega a ser vendido por US$250.

Em 2006 a Zoomp foi comprada por Conrado Will e Enzo Monzani pelo valor da dívida, e dando início ao grupo de marcas I’M (Identidade Moda), que comprou a Cúmplice, marcas de Fause  Haten e Alexandre Herchcovitch, além de assumir a gestão da Clube Chocolate, controlada pelo grupo português Riopele.

por Ariana Dêgelo